É perceptível e incompreensível o desinteresse que muitos alunos que praticam musculação na academia tem pelo aquecimento. Isso mesmo, aquecimento, que é a parte inicial de qualquer treinamento e que compreende geralmente 10 a 15 minutos apenas do treino de qualquer pessoa, e que é de súbita importância para potencializar a performance e evitar possíveis lesões.
Didaticamente, pode se conceituar Aquecimento, segundo Chiesa, 1999 “toda atitude física e mental que objetiva preparar o organismo para uma atividade posterior de caráter máximo ou submáximo”.
O aquecimento pode ser dividido segundo vários autores da literatura esportiva, como aquecimento ativo, passivo, mental, dentre outros, contudo certamente o mais utilizado na prática de musculação na academia, é a forma ativa. Este aquecimento consiste geralmente em exercícios realizados nos ergômetros (esteiras, bicicletas), assim como movimentos para os diversos segmentos articulares (ombros, punhos, joelhos...) e também movimentos específicos nos aparelhos (cerca de 20 a 30% da carga do treino).
Dentre os benefícios fisiológicos e psicológicos conhecidos na literatura, destaco alguns que considero importantes e de fácil compreensão.
• Maior produção de líquido sinovial, desse modo proporcionando maior lubrificação das articulações;
• Aumento da espessura cartilaginosa, reduzindo o impacto sobre as estruturas articulares;
• Maior velocidade de contração e relaxamento muscular, assim como melhor eficiência mecânica intermuscular;
• Menor aumento brusco da elevação da freqüência cardíaca e pressão arterial durante o treino (parte principal), pois haverá um aumento gradativo durante o aquecimento;
• Aumento da motivação, e preparação intrínseca do organismo para a parte mais forte do treino.
Todos estes benefícios possuem uma ligação direta com as prevenções de lesões dos praticantes de musculação. Isso porque grande parte das lesões que ocorrem em pessoas saudáveis que praticam musculação estão relacionadas com a falta de um programa bem orientado de treinamento, pela negligência as instruções do professor, ansiedade e despreparo para com elevações bruscas das cargas de treinamento, e justamente o “aborto” ao aquecimento.
Neste sentido, o aquecimento tornou-se praticamente uma regra (que deve ser cumprida) dentre os não-atletas praticantes de musculação até atletas de diversas modalidades esportivas. Não havendo portanto motivo algum para a não realização de um aquecimento devidamente prescrito pelo professor. Então fique esperto, treine racionalmente e com segurança, e não deixe de sanar suas dúvidas com o professor.

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